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Apartamento de luxo comprado por ex-jogador da Seleção mostra outro lado do mercado: o leilão

19 de agosto de 20264 min de leitura

Apartamento de luxo comprado por ex-jogador da Seleção mostra outro lado do mercado: o leilão

Um ex-jogador da Seleção Brasileira comprou um apartamento de luxo na cidade que hoje tem o metro quadrado mais caro do país, segundo levantamentos recentes do setor imobiliário. O caso chamou atenção porque reforça um movimento que já vinha sendo observado: atletas e investidores buscando ativos em praças onde a valorização do imóvel de alto padrão é mais consistente. Esse tipo de compra costuma acontecer no mercado tradicional, mas vale entender como o mesmo segmento aparece — e às vezes com preços mais acessíveis — no mercado de leilões.

Por que imóveis de alto padrão também vão a leilão

Apartamentos de luxo não ficam imunes a dívidas, inventários mal resolvidos ou financiamentos que não foram quitados. Quando isso acontece, o imóvel pode ser levado a leilão por decisão judicial, por execução de dívida de condomínio ou por retomada de banco em caso de alienação fiduciária. É por isso que, volta e meia, aparecem nos editais unidades de alto padrão em bairros nobres ou cidades litorâneas valorizadas.

A diferença para o comprador comum é que esse tipo de imóvel costuma ter valor de avaliação alto mesmo com deságio, e concentra detalhes que pesam mais do que em um imóvel popular: taxa de condomínio elevada, obrigações de manutenção de área comum sofisticada e, às vezes, litígios que só aparecem numa leitura atenta da matrícula.

Primeira e segunda praça: por que o desconto nem sempre é o esperado

Em leilões judiciais, a venda costuma ocorrer em duas etapas. Na primeira praça, o lance mínimo é o valor de avaliação do imóvel; se ninguém arremata, o processo segue para a segunda praça, com lance mínimo reduzido — geralmente entre 50% e 60% do valor avaliado, dependendo do que o edital determinar.

Em imóveis de alto padrão, mesmo esse desconto pode representar um valor alto em termos absolutos. Por isso é importante não olhar só para o percentual de deságio anunciado, mas para o valor final que sairá do bolso, somado às despesas que aparecem depois do martelo batido.

Matrícula, dívidas e ocupação: o que checar antes de qualquer lance

Antes de cogitar um lance em qualquer leilão, o primeiro passo é ler a matrícula atualizada do imóvel no cartório de registro. Ali aparecem penhoras, hipotecas, disputas judiciais e a cadeia de proprietários — informações que o edital resume, mas que merecem conferência direta.

Outro ponto que pesa especialmente em apartamentos de alto padrão é o débito de condomínio. Prédios com estrutura de lazer completa e portaria robusta tendem a ter taxas condominiais mais altas, e uma dívida acumulada pode chegar a valores relevantes — normalmente ela é sub-rogada ao arrematante, ou seja, passa a ser responsabilidade de quem arremata, salvo condição diferente prevista no edital.

Também é essencial verificar se o imóvel está ocupado. Um apartamento com o antigo proprietário ou inquilino ainda morando lá pode exigir ação de imissão na posse, processo que consome tempo e, em alguns casos, recursos com advogado.

Custos que aparecem depois do lance vencedor

Ganhar o lance é só uma parte da conta. Some a comissão do leiloeiro, que costuma girar em torno de 5% sobre o valor arrematado, o ITBI cobrado pelo município e as taxas de escritura e registro em cartório.

Se houver necessidade de desocupação, é preciso considerar também o tempo e o eventual custo jurídico até a posse efetiva do imóvel. Em imóveis de alto padrão, mesmo pequenas variações percentuais nesses custos representam valores absolutos consideráveis, o que torna o planejamento financeiro ainda mais importante antes de dar o lance.

Ler o edital com atenção substitui qualquer intuição de mercado

O edital de leilão é o documento que define as regras daquele processo específico — forma de pagamento, condição do imóvel, responsabilidade por dívidas e prazo para desocupação, quando aplicável. Ele deve ser lido por inteiro, sem pular cláusulas, porque é ali que estão as exceções à regra geral.

O episódio do ex-jogador comprando um apartamento em uma cidade de metro quadrado elevado mostra que o interesse por imóveis de alto padrão segue firme no mercado tradicional. Para quem quer se aproximar desse tipo de ativo por outra via, o leilão pode ser um caminho, desde que a análise documental substitua qualquer decisão por impulso. Para começar a pesquisar oportunidades reais, é possível consultar os imóveis em leilão disponíveis em diferentes praças e faixas de valor.


Fonte: Tribuna De Minas, 01/08/2026 — Flamengo surpreende ao comprar apartamento de luxo na cidade com o m² mais caro do Brasil

Este texto é uma produção original da Drai Leilões a partir da notícia acima. Confira sempre o edital oficial do leilão antes de dar um lance.

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